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Eu e o Cho caminhamos com as nossas roupas encharcadas de suor. Nós paramos por 10 minutos a cada hora e habitualmente nós torcemos nossas camisetas – isso é o mais seco que elas ficam durante todo o dia. Então elas são usadas como trapos para limpar a areia e a sujeira da floresta da parte de trás de nossos pescoços e os “crooks” de nossos cotovelos. Nós sentamos em nossas mochilas e trocamos olhares exaustos.
Acima da gente, através da floresta, o céu escuro surge assim que a tarde chega. Gotas de chuva são refrescantes na alta umidade, mas as precipitações regulares também significam que os rios estão cheios. A descarga dos rios está penetrando na parte baixa da floresta (várzea) – mas somente de uma forma que nós cause botas molhadas no momento – nós ainda estamos tendo um bom progresso.
Todos que têm seguido o blog por um tempo sabem que nós estamos com pouco dinheiro, já que nosso principal patrocinador está tendo problemas de fluxo de caixa.
Todos também sabem que o Cho, um trabalhador florestal peruano, tem caminhado comigo por 15 das 20 semanas que eu estou caminhando.

O que muitas pessoas não sabem é que o Cho representa metade dos custos da expedição. Seu salário, acomodação, reabastecimentos, comida, roupas e transporte me custarão 7.000 libras pelo menos quando nós terminarmos. Isto além de 5.300 libras que eu devo pra ele. Este debate está martelando em minha cabeça por semanas agora: se eu enviar o Cho para casa agora eu terei dinheiro suficiente para completar a expedição sozinho. Se ele ficar – mesmo que eu empreste mais dinheiro – eu entro irresponsavelmente em dívida – e poderia ameaçar tudo o que nós viemos trabalhando tão fortemente até agora.
Cho sabe sobre os meus problemas financeiros e que eu considerei em enviá-lo para casa. Isto é a última coisa que ele quer.
Sentimentalmente é fàcil: Eu o mantenho e nós nos viramos juntos do jeito que der – mas deveria eu deixar o sentimento entrar nas táticas lógicas da expedição? Deveria eu não estar usando a minha cabeça ao invés do meu coração?
Os últimos oito meses por meio da Amazonia Brasileira é a parte que o Senhor Rannulph Fiennes descreveu como “a mais difícil” – e eu estaria tentando completá-la sozinho. Isto é um desafio que me deixa de certa forma apreensivo.
Não é fácil – mas eu preciso tomar uma decisão logo. Será que eu posso manter o Cho?
O video abaixo é curto porque todas as câmeras HD da Ginger TV e da Sony pararam. Este vídeo foi feito com a câmera interna iSight do Macbook.
Ed
Flaoting village of Sao Jeao Batista do Uauaci from Walking the Amazon Videos on Vimeo.






