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Logo depois de postar o blog da última semana – eu o Cho tivemos que passar por um caminho de bambu espinhoso para chegar à borda do rio e estávamos limpando o campo para abrir espaço para inflarmos os botes.
“Cho”, eu le disse, “é Ano Novo … nós poderíamos apenas descer o rio com os botes para o vilarejo de pesa de Paricatuba ao invés de passarmos a noite na floresta sozinhos … “Ele sorriu – concordando que ele tinha pensado exatamente a mesma coisa – e nós tivemos um novo plano para o fim de tarde.
Depois de horas nós estávamos sentando em um deck de Madeira de uma casa flutuante na frente do belo vilarejo e bebendo uma cerveja cada. A área alta e limpa ia do rio até o oeste com uma grande e rosada igreja de concreto no topo. O sol quente do final da tarde também deixou meu pescoço rosado enquanto brindávamos nossas novas circunstâncias.
A tarde foi basicamente gasta sentando em círculo assistindo a uma tela de 5 polegadas que passava música pop brasileira em português. Eu pensei que eu estava pegando um bom português – com suas palavras nasais uma atrás da outra – mas tentar entender português um pouco alto é muito difícil. Mas a noite terminou com homens velhos nos abraçando e nos dizendo que nós éramos amigos deles.
Cho estava de acordo sobre um dia de descanso quando nós acordamos e eu verifiquei os emails e fiz as minhas contas. Nós gastamos cerca de 12 libras no Ano Novo nós dois, então não me senti tão culpado assim por este feito. A cerveja tinha aquela qualidade gelada que nos fez sorrir com prazer. Valeu a pena.

No dia 2 de janeiro nós tivemos que voltar e caminhar o tanto que tínhamos andado com nossos botes. Então nós alugamos um barco de madeira e o Amaral, um homem baixo e cheio com um grande sorriso, nos levou de volta rio acima – e o seu motor fazendo barulho tec tec tec atrás da gente. Nós tivemos que retornar para o ponto exato onde tínhamos deixado, e quando estávamos chegando perto do ponto pelo GPS, eu comecei a inflar um dos botes que nós trouxemos conosco para cruzar o rio remando. Eu estava parado na parte final do barco dando os últimos poucos sopros no bote para deixá-lo firme como um tambor quando um ventinho moveu o barco de leve e a mim também para a borda do barco. Sem me dar conta do movimento prematuro que fiz, eu voltei sorrindo, pronto pra levar um sarro do Cho quando eu vi que tinha virado todo o barco de madeira e que eu tinha duas caras assustadas agarrando tudo o que podiam para que não se molhassem enquanto o barco e seu motor desapareciam da superfície.
Cho agarrou a bolsa seca com a minha carteira e o GPS enquanto que o Amaral tentou liberar o bote do barco. Eu arrastei o barco submergido para umas águas menos profundas para tirar a água rapidamente para retornar para o Amaral em pânico, que então ainda na parte funda mostrou a sua incrível força de Hulk para levantar o motor pro lado e então pra dentro do barco. Nós nos juntamos e nos demos conta a única coisa que tínhamos perdido foi um facão que nós tínhamos trazido para o dia. Poderia ter sido bem pior.
Eu e Cho nos desculpamos por nossos tropeços – e pelo fato de que Amaral teria que remar de volta porque seu motor estava todo molhado. Nós atravessamos o rio – e nós tivemos o dia mais prazeroso de caminhada em uma floresta seca e aberta sem precisar sacar o facão uma única vez. Nós caminhamos por Paricatuba as 2 da tarde para receber a notícia de que o barco não tinha retornado e eu tive que alugar uma canoa pra ir em busca e em uma missão de resgate para encontrar o pobre velho Amaral.
Com um novo navegador, Álvaro, que se parecia muito com o ator que fez o Chris Finch em “The Office”, nós cruzamos toda a extensão de água procurando. O tempo passou – Finchy e eu trocamos olhares. Sem palavras nós dois estávamos pensando que o Amaral tinha afundado nas ondas quando nós olhamos em uma casa flutuante que não tínhamos passado e encontramos o sorridente Amaral tomando um café e secando o seu motor ao sol.
Eu vou publicar fotos deste evento que a câmera voltar a ativa!!
Daqui nós estamos em chão alto até Manaus. Estamos indo a leste por dez dias pela floresta mais ondulada para chegar a rodovia seca que corta o Amazonas. Parece que estaremos livres das inundações em terras altas a partir de agora.
Ed
Happy New Year and thank you from Walking the Amazon Videos on Vimeo.






